Calcário

Calcário é um nome dado, de forma geral, para as rochas sedimentares carbonáticas. Um nome mais amplo, que engloba os calcários calcíticos e calcários dolomíticos. São rochas sedimentares geralmente formadas em antigos mares, por ação de microoganismos, como algas e cianobactérias (que não é nem uma alga e nem uma bactéria). Por isso pode-se dizer que os calcários não se depositam e nem se precipitam, mas sim “crescem”. Por vezes a relação genética com organismos é direta, podendo-se observar corais ou acúmulo de conchas, mas grande quantidade de calcário é formada pela deposição de lama calcária (não confundir com lama de argila) produzida pela ação de cianobactérias, ou seja, sedimentos clásticos.

Calcário oolítico é um tipo especial de calcário formado por grãos envelopados, ou seja, grãos que sofreram crescimento sucessivos de lâminas microscópicas ao redor de um grão de quartzo ou fragmento de concha. Esses grãos são chamados de oóides, e se formam em grande quantidade nos mares do Caribe e outras regiões propícias a formação de calcários ou seja, de águas quentes e límpidas, que permitem a passagem de luz e propícias à profusão de cianobactérias e outros organismos produtores de carbonato de cálcio.

Uma característica dessas rochas é a de serem solúveis, e reagirem com ácido, pois a calcita efervesce à frio, por exemplo, quando em contato com HCl (mesmo diluído). Sob ação de águas ácidas que se infiltram pelas fraturas, estas vão se abrindo, por dissolução, e formando cavernas. Estalactite e estalagmite são espeleotemas originados pelo gotejamento de carbonato de cálcio no interior das cavernas. Regiões com grande quantidade de calcário proporcionam a formação de um relevo típico, denominado relevo cárstico, ou carste.

Cálcário é utilizado na produção de cimento para a construção civil. Os calcários atualmente são muito estudados por estarem relacionados a reservatórios gigantes de gás e petróleo nos depósitos do Pré-Sal, das bacias costeiras da margem atlântica brasileira.